27 fevereiro, 2018

Chiquinha Gonzaga

Faleceu nossa querida maestrina, pianista e compositora, Chiquinha Gonzaga, em 28 de fevereiro de 1935.
Chiquinha era filha de um general do exército brasileiro e uma mulata de origem humilde. A família de seu pai se opunha ao casamento, mas com o seu nascimento, tudo mudou. A pequenina passou a ter acesso a uma educação primorosa, com os principais professores da época, tendo já aos 11 anos, realizado sua primeira composição. Embora soubesse executar diversas obras europeias, com grande habilida
de, Chiquinha frequentava rodas de lundu, umbigada e outros ritmos africanos, como forma de se identificar com os ritmos de sua origem materna.
Quando se casou, foi retirada de seu sonho de ser uma musicista brasileira de sucesso, sendo proibida pelo marido de tocar ou compor. Por essa razão, Chiquinha se separou do marido e foi proibida por ele, de criar dois dos três filhos que teve. Quando casou-se novamente, não conseguiu suportar as traições do segundo marido e logo se separou. Novamente não pode levar consigo sua filha, sendo obrigada a trabalhar para sustentar o único filho que permaneceu ao seu lado. Sofreu muito preconceito por ter se separado e por ser mãe solteira, mas trabalhou muito para que nada faltasse ao filho. Foi professora de piano, compositora, apresentou-se em festas e se tornou muito conhecida, mesmo sendo o piano, um instrumento considerado vulgar e escandaloso.
Foi autora da primeira marchinha carnavalesca: "Ó Abre Alas", em 1899 e a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. No Rio de Janeiro há um monumento em sua homenagem e o dia da Música Popular Brasileira é comemorado em 17 de outubro, data do seu nascimento.

Muitos vivas para essa mulher lutadora, que dedicou sua vida ao sonho de viver pela música!

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Chiquinha_Gonzaga

https://chiquinhagonzaga.com/wp/biografia/

https://www.terra.com.br/diversao/musica/ha-88-anos-morria-chiquinha-gonzaga-relembre-vida-e-carreira,197c5b472e02d310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

16 fevereiro, 2018

A maldição do Faraó

Exatamente no dia 16 de fevereiro, de 1923, a câmara mortuária do faraó Tutancâmon foi oficialmente aberta. O túmulo encontrava-se inviolado, com excepção da antecâmara onde os ladrões penetraram por duas vezes, talvez pouco tempo depois do funeral do rei.

Em torno da abertura do túmulo e de acontecimentos posteriores gerou-se uma lenda relacionada com uma suposta "maldição" ou "praga da morte", lançada por Tutancâmon contra aqueles que perturbaram o seu descanso eterno. O mecenas de Carter, Lord Carnarvon, faleceu a 5 de abril de 1923, não tendo por isso tido a possibilidade de ver a múmia e o sarcófago de Tutancâmon. No momento da sua morte ocorreu na capital egípcia uma falha elétrica sem explicação e a cadela do lorde teria uivado e caído morta no mesmo momento na Inglaterra. Nos meses seguintes morreriam um meio-irmão do lorde, a sua enfermeira, o médico que fizera as radiografias e outros visitantes do túmulo. Para além disso, no dia em que o túmulo foi aberto de forma oficial o canário de Carter foi engolido por uma serpente, animal que se acreditava proteger os faraós dos seus inimigos. Os jornais da época fizeram eco destes fatos e contribuíram de forma sensacionalista para lançar no público a ideia de uma maldição. Curiosamente, Howard Carter, descobridor do túmulo, viveu ainda durante mais treze anos. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Tutanc%C3%A2mon)

08 maio, 2011

Animais na Guerra III

Os Insetos

Muitos insetos também foram usados nas guerras, alguns para alimentação e cura de doenças, como as baratas e outros como infestação de doenças nos inimigos.

As Baratas, por exemplo, eram usadas desde os gregos, para cura de dores de ouvidos. Os soldados de Nero também a utilizavam como alimento, pois alegavam que era fonte de proteínas.
As Pulgas foram usadas de modo indireto, com a infestação de ratos nos portos inimigos, as pulgas destes roedores atacavam os seres humanos e transmitiam a terrível Peste Bubônica,  o que ceifou a vida de milhares de pessoas!

Os piolhos e percevejos também eram a causa de muito incômodo nos alojamentos de guerra e podiam atordoar tanto os soldados a ponto de desconcentrá-los para os confrontos.

As abelhas, atualmente estão sendo adestradas para farejarem bombas, pelo exército dos EUA.

Animais na Guerra II

Os Pombos
 
      Ao observar essas inocentes aves pousadas nos telhados e nas praças das grandes cidades, jamais imaginaríamos que as mesmas aves já foram utilizadas em guerras e chegaram a ser essenciais para a vitória de um exército.

      Os registros mais antigos do uso desses animais para benefício do homem encontram-se na bíblia, quando Noé enviou uma pomba para verificar se as águas do dilúvio já teriam escoado. Desde então, pombos foram usados em períodos de guerra e paz, para levar mensagens e retornar com respostas, já que ainda não havia correio.

      Numa batalha em que o exército francês havia ficado isolado, sob o comando de Sylvian Raynal, o uso dos pombinhos foi uma questão de vida ou morte. Acreditem: o militar não pensou duas vezes e enviou por um pombo, o pedido de socorro e de reforços e, embora a distância fosse humanamente impossível de ser alcançada num espaço de tempo tão curto, o heróico pombo foi e retornou com a resposta salvadora, dando o seu último suspiro nas mãos do seu dono.


      Os pombos foram domesticados em 3000 a. C. e foram muito úteis em diversas batalhas, como na Segunda Guerra, quando aviões britânicos lançaram de paraquedas, diversas caixas de pombos-correio, para serem usados como mensageiros e informantes dos soldados no front. Essas aves fizeram várias viagens, chegando a atingir uma velocidade de 60 a 100km/h.

Quer saber mais??





Mal sabiam os pombos, que sua carreira militar seria perseguida por um implacável predador.....

Animais na guerra

Você sabia que a lealdade dos animais foi uma virtude muito explorada pelo homem em situações de conflito???

No livro " Animais nas Guerras", da autora Priscila Gorzoni, ed. Matrix - 2010, temos um breve relato do uso de animais domésticos e selvagens e até de insetos nas guerras que assolaram a humanidade.

Nos próximos dias faremos um breve comentário sobre os casos surpreendentes relatados nesse agradável livro. Não perca!

23 fevereiro, 2011

Milhares vão às ruas contra ditadura

(José Renato Salatiel)
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
A onda de protestos pela democracia que se espalhou pelo mundo árabe assumiu proporções dramáticas no Egito. Manifestantes ocupam as ruas do Cairo há uma semana para pedir a renúncia do presidente Hosni Mubarak, há três décadas no poder.

Direto ao ponto: Ficha-resumo

A maior mobilização ocorreu na última terça-feira (1º de fevereiro). Quase um milhão de pessoas lotaram a Praça Tahrir, no centro da capital. Diferente dos primeiros dias, não houve confrontos com a polícia.

Nem mesmo o bloqueio da internet e o toque de recolher impediram os egípcios de promoverem o ato. Antes disso, Mubarak tentou, sem sucesso, contornar a situação. Ele destituiu todo o alto escalão e nomeou um vice-presidente, fatos inéditos em seu governo.

Após o megaprotesto, Mubarak anunciou na TV estatal que não concorreria às eleições presidenciais de setembro, mas que permaneceria no cargo até o fim do mandato. Ele tinha planos de passar o poder ao filho, numa sucessão dinástica comum em países árabes.

O recuo do presidente teve o peso da influência dos Estados Unidos, que sinalizaram para uma retirada do apoio ao regime. A oposição, porém, pretende continuar a pressão até a renúncia do ditador egípcio.

O Egito é o país árabe mais populoso, com 80 milhões de habitantes. O território abriga uma antiga civilização que legou monumentos famosos como as pirâmides de Gizé e a Grande Esfinge. O país é também um importante aliado do Ocidente no Oriente Médio, uma das regiões mais conflituosas do planeta e rica em petróleo.

Os recentes protestos começaram com a "revolução do jasmim", que derrubou o presidente Zine El Abidine Ben Ali, na Tunísia, em 14 de janeiro deste ano. Ben Ali estava há 23 anos na Presidência. Foi a primeira vez na história que um líder árabe foi deposto por um movimento popular.

Na sequência, as manifestações pró-democracia se disseminaram por outros países da região, como a Argélia e o Iêmen. Nenhum delas, contudo, teve tanta expressão quanto a que acontece atualmente no Egito.

As revoltas nos países árabes lembram os levantes que provocaram a queda dos regimes comunistas na Europa, entre o final dos anos 1980 e o começo dos anos 1990. Entretanto, em países como o Egito, a ausência de tradição democrática torna a situação mais perigosa.


Radicais islâmicos
Sociedades árabes conhecem apenas duas formas de governo: monarquias absolutistas ou ditaduras, sejam elas militares ou religiosas. Assim, nessas nações não existem partidos que possam disputar eleições após a queda de um tirano.

O mais comum, nestes casos, é que o Estado secular seja substituído por um sistema fundamentalista. Foi o que aconteceu em 2007 na faixa de Gaza. Na ocasião, o Hamas, grupo fundamentalista islâmico palestino, conquistou o poder com a derrota do Fatah. Desde então, vive em conflito com Israel.

No Egito, a crise beneficia a Irmandade Mulçumana, que tem expressão entre as camadas mais populares da população. Acontece que o país e uma peça-chave no equilíbrio de forças no Oriente Médio. Ele é aliado tanto dos Estados Unidos quanto de Israel contra governos como o do iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Egito e Israel já travaram guerras. Os dois países assinaram um acordo de paz em 1979. Já o governo norte-americano fornece quase US$ 2 bilhões por ano de ajuda econômica e militar ao Cairo. Somente o Estado de Israel recebe maior incentivo da Casa Branca.

Internamente, Mubarak usou a justificativa de combater os radicais islâmicos para se manter no poder e restringir liberdades. Ele era vice-presente em 1981 quando o presidente Anwar Sadat foi morto por fundamentalistas durante uma parada militar na capital.

Outro fator que garantiu a permanência de ditaduras por décadas na região foi a estabilidade econômica. Isso mudou com a crise financeira mundial de 2008 e a recente alta dos preços dos alimentos. A taxa de desemprego no Egito é de 9% (no Brasil é de 6,7%) e um egípcio em cada dois vive com apenas dois dólares por dia.

Além disso, a população mais jovem - um em cada três egípcios tem menos de 15 anos - e mais bem educada não tolera mais a repressão dos governos e nem teme a tomada de poder por grupos religiosos. São eles que estão dando novos rumos ao mundo árabe

BIG BROTHER BRASIL

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.


(Luiz Fernando Veríssimo)

19 novembro, 2010

"DEUS ENTROU NA ELEIÇÃO"

VEJA ABAIXO A MATÉRIA DA REVISTA ÉPOCA SOBRE AS ELEIÇÕES 2010, PARA PRESIDENTE:

Como o debate sobre Deus e o aborto interfere no segundo turno das eleições e pode inaugurar uma nova fase na política brasileira.


A religião não é um tema estranho às campanhas políticas no Brasil. A cada par de eleições, o assunto emerge da vida privada e chega aos debates eleitorais em favor de um ou outro candidato, contra ou a favor de determinado partido.

Em 1985, o então senador Fernando Henrique Cardoso perdeu uma eleição para prefeito de São Paulo depois de um debate na televisão em que não respondeu com clareza quando lhe perguntaram se acreditava em Deus. Seu adversário, Jânio Quadros, reverteu a seu favor uma eleição que parecia perdida. Quatro anos depois, na campanha presidencial que opôs Fernando Collor de Mello a Lula no segundo turno, a ligação do PT com a Igreja Católica, somada a seu discurso de cores socialistas, fez com que as lideranças evangélicas passassem a recomendar o voto em Collor – que, como todos sabem, acabou vencendo a eleição.

Esses dois episódios bastariam para deixar escaldado qualquer candidato a um cargo majoritário no país. Diante de questões como a fé em Deus, a posição diante da legalização do aborto ou a eutanásia, ou o casamento gay, o candidato precisa se preparar não apenas para dizer o que pensa e o que fará em relação ao assunto se eleito – mas também para o efeito que suas palavras podem ter diante dos eleitores religiosos. Menosprezar esse efeito foi um dos erros cometidos pela campanha da candidata Dilma Rousseff, do PT. Nos últimos dias antes da eleição, grupos de católicos e evangélicos se mobilizaram contra sua candidatura por causa de várias declarações dela em defesa da legalização do aborto.

Numa sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2007, Dilma dissera: “Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto”. Em 2009, questionada sobre o tema em entrevista à revista Marie Claire, ela afirmou: “Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública”.

Finalmente, em sua primeira entrevista como candidata, concedida a ÉPOCA em fevereiro passado, Dilma disse: “Sou a favor de que haja uma política que trate o aborto como uma questão de saúde pública. As mulheres que não têm acesso a uma clínica particular e moram na periferia tomam uma porção de chá, usam aquelas agulhas de tricô, se submetem a uma violência inimaginável. Por isso, sou a favor de uma política de saúde pública para o aborto”.

Tais declarações forneceram munição para uma campanha contra Dilma que começou nas igrejas, agigantou-se na internet e emergiu nos jornais e na televisão às vésperas do primeiro turno. Foi como se um imperceptível rio de opinião subterrâneo se movesse contra Dilma. Esse rio tirou milhões de votos dela e os lançou na praia de Marina Silva, a candidata evangélica do PV. Segundo pesquisas feitas pela campanha de Marina, aqueles que desistiram de votar em Dilma na reta final do primeiro turno – sobretudo evangélicos – equivaleriam a 1% dos votos válidos. Embora pequeno, foi um porcentual que ajudou a empurrar a eleição para o segundo turno, entre Dilma e o candidato José Serra, do PSDB. Mais que isso, a discussão sobre a fé e o aborto se tornou um dos temas centrais na campanha eleitoral.

A polêmica religiosa deu à oposição a oportunidade de tomar a iniciativa na campanha política, pôs Dilma e o PT na defensiva e redefiniu o segundo turno. Na sexta-feira, quando foram ao ar as primeiras peças de propaganda eleitoral gratuita, o uso da carta religiosa ficou claro. Dilma agradeceu a Deus, se declarou “a favor da vida” e disse que é vítima de uma “campanha de calúnias”, como ocorreu com Lula no passado. O programa mencionou a existência de “uma corrente do mal na internet” contra ela. Serra se apresentou como temente a Deus, defensor da vida e inimigo do aborto (apesar de seu partido, o PSDB, ter apresentado nos anos 90 um projeto de legalização do aborto no Senado). Pôs seis grávidas em cena e prometeu programas federais para “cuidar dos bebês mesmo antes que eles nasçam”.

Agora, atônito, o mundo político discute que tipo de efeito a discussão sobre valores religiosos terá sobre a votação de 31 de outubro. E como ela afetará o Brasil no futuro. Tradicionalmente, o cenário político brasileiro tem sido dominado por temas de fundo econômico – como inflação, desemprego, previdência e salário mínimo – ou social – como pobreza, segurança, educação e saúde. Mas a elevação do padrão de vida dos pobres e a superação das necessidades elementares de sobrevivência podem ter começado a abrir espaço para aquilo que, em democracias mais maduras, é conhecido como “agenda de valores”.

Ela reúne temas como fé, aborto, eutanásia, ensino religioso, casamento entre homossexuais ou pesquisas com manipulação genética. “Ninguém mais vai se eleger para um cargo executivo facilmente com um programa que prevê a legalização do aborto”, afirma Ary Oro, estudioso de religião e política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “É impossível ignorar a força numérica, demográfica e eleitoral da religião.”

PROPUSEMOS UMA REDAÇÃO NA ESCOLA SOBRE ESSE TEMA, VAMOS ESCOLHER A MELHOR DELAS PARA POSTAR NESTE ESPAÇO.

25 agosto, 2010

Lula

Ler pode tornar o homem perigosamente humano!


LULA (AQUELE QUE NÃO ENTENDE DE "BULUFAS" DE NADA!)

Pedro Lima



Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; e que também não entende de economia; pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos. Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsa para pobres em escolas particulares] .

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores de janeiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC. Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta]. Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora. Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir; hoje o PAC é um amortecedor da crise. Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na linha branca de eletrodomésticos] .

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador; é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO - American Federation Labor - Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...] e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa é autor da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história].

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel. Lula, que não entende nada de nada; é bem melhor que todos os outros...!

Pedro Lima

Economista e professor de economia da UFRJ



DESCULPE OS NAO-LULAS, MAS COMO RECEBO MUITOS E-MAIL´S

IRONIZANDO, DEBOCHANDO E FALANDO HORRORES DELE ACHO

QUE TENHO O DIREITO DE ENVIAR UM UNICO EMAIL QUE

FALE BEM DESSE "ANALFABETO" .



"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

__._,_.___





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Natália Mitie Shiroma

25 junho, 2010

A Evolução da música (parte I)

               Desde palmas, grunhidos e pancadas em diversos objetos, até a confecção de variados instrumentos, a música faz parte da vida do Homem. Lamentavelmente, aos nossos dias, chegaram apenas fragmentos desses instrumentos primitivos e não temos a real ideia de sua sonoridade e de sua repercussão no quotidiano da antiguidade.
            O que se sabe é que ao som da música se fez a guerra e com ela se comemorou a vitória e se transmitiu  a paz!!
           Sabemos que apenas a partir do século VIII as notas musicais foram inventadas e aprimoradas desde então, a fim de conservar a memória musical dos povos.
          No Antigo Egito, cerca de 4 mil anos a.C., descobriu-se atraves de escavações arqueológicas, a presença marcante de Harpas e o registro de cultos à deusa Hator por intermédio de coros.
          Durante o auge do Império romano, muitos instrumentos foram utilizados, alguns bem comuns como flautas e harpas e outros bem estranhos, como um órgão de tubos movidos a água ou trompetes retos. Inclusive assim com no Egito e em praticamente todo o Oriente, a música possuia um apelo religioso bem forte, como por exemplo, pelo culto às musas, deusas gregas da Arte.
          Graças ao cristianismo, a música sacra tomou conta do pensamento medieval, espalhando os padrões judaico-cristãos pelo Ocidente. O fato é que mesmo o Ocidente não escapou das influências dos povos orientais: o assimilação de instrumentos como Alaúde ( que é tipicamente árabe) ou dos demais nos prova isso. Surge também o canto gregoriano e posteriormente os corais.
           A música, porém, começou a se secularizar com o enfraquecimento da influência da Igreja na vida de seus fieis. Diversos compositores fizeram muito sucesso e foram reconhecidos por produzirem não só obras para o espírito quanto para o corpo, com a finalidade de movimentar e agitar eventos, tais como as valsas, mazurcas, polcas, etc.
         No Brasil, mesmo antes da chegada dos colonizadores portugueses, os indígenas que aqui habitavam produziam não só seus instrumentos, mas transmitiam os feitos de seus antepassados através de relatos musicais. Maracas, chocalhos e demais instrumentos de percussão são ainda hoje muito comuns.
          Com a chegada dos portugueses, que trouxeram aos poucos os padrões europeus de música e dança, vieram logo em seguida os escravos africanos, com sua musicalidade tipica da sua religiosidade. Ao som de tambores, maracas e cravos, o nosso país foi se tornando uma colcha de retalhos musicais, com ritmos e sincretismos inacreditáveis.
           Durante o período colonial e imperial, a música e os instrumentos musicais faziam a diferença entre as classes sociais. Os instrumentos de percussão e até os primos distantes dos alaúdes (o violão) se tornaram objetos marginais, diante dos parâmetros eleitistas de nossa sociedade do início do século XIX.
            Clique nos links abaixo e observe um ´pouco dos sons a que nos referimos nessa Parte I, em ordem cronológica !!!

1. Canto gregoriano: http://www.youtube.com/watch?v=4cmIwJUrTyg
2. Canto coral: http://www.youtube.com/watch?v=_z2FNYuUETc
3. Música Barroca:http://www.youtube.com/watch?v=arvqURlfVPg&feature=related
4. Sinfonia: http://www.youtube.com/watch?v=RWyUMYEjk8w&feature=related
5. Valsa: http://www.youtube.com/watch?v=qJNcomorvjg&feature=related
6. Polca: http://www.youtube.com/watch?v=puOuRTOOKcI
7. Maracatu / Musicalidade africana: http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_da_%C3%81frica
8. Lundu: http://www.youtube.com/watch?v=5avYbwaH6FE
9.Choro:http://www.youtube.com/watch?v=2U6kkbgY27o&feature=PlayList&p=A9EC276C3B195656&playnext_from=PL&playnext=1&index=2

10. Xote:  http://www.youtube.com/watch?v=ju_HJ0xlGdg
          

24 junho, 2010

A Evolução da música

Olá amigos!!!

Após muito tempo sem postar, estou de volta!!! Novo layout e um tema bem legal!!! Afinal, quem não gosta de música, não é mesmo??

Bem, teremos 04 encontros em que trataremos da história da produção musical e do desenvolvimento da humanidade sobre a terra!! Não perca!!!

08 maio, 2009

Por que não se trabalha no Dia do Trabalho???

Muitos feriados no Brasil, perdem seu significado original, dando-se ênfase apenas à oportunidade de descanso e de lazer que este dia pode proporcionar. Mas qual é a origem desta comemoração? Como este dia é lembrado historicamente?
Para respondermos à estas perguntas, devemos nos voltar ao passado, mais especificamente ao fim do século XIX, nos Estados Unidos, quando a industrialização tomava conta deste país e as leis trabalhistas ainda eram precárias. Para se ter uma ideia, temos histórico até de castigos corporais para os funcionários das fábricas que não trabalhassem conforme as ordens do patrão. Sem contar nos abusos e nos baixíssimos salários recebidos pelos operários, não só nos EUA, mas em todos os países onde a industrialização havia entrado.
Em maio de 1886, nas ruas de Chicago, trabalhadores de diversas fábricas e também de outros setores, uniram-se para reivindicar melhores salários e diminuição da sua jornada, de 13 para 8 horas de trabalho. A manifestação gerou muita polêmica, pois havia muito apoio da sociedade e os donos das empresas resolveram combatê-la com violência, enviando a polícia para as ruas, o que gerou um número elevado de mortos e feridos. Embora os manifestantes tenham perdido na luta contra os patrões, conseguiram do governo, leis que os protegessem e ainda um dia especial para manifestarem-se livre e pacificamente. A França porém, oficializou como o Dia do Trabalhador, o 1º de Maio. Esta data se tornou um marco nas conquistas dos trabalhadores e inspirou muitas outras manifestações em todo o mundo, tornando-se tão popular que em vários países é celebrada com passeatas e protestos.
Infelizmente, para nós, brasileiros, momentos históricos tão marcantes quanto este, são também os mais ignorados, sendo comemorados com churrasco ou cerveja na praia, longe das discussões, lutas e manifestações. Que no mês de Maio, nós encontremos um dia para refletir sobre as lutas e dificuldades pelas quais os nossos antepassados participaram, para que o feriadão ocorresse!


Para saber mais, assista ao filme: TEMPOS MODERNOS, de Charles Chaplin.
Ou leia o livro: O CAPITAL
, de Karl Marx

11 março, 2009

Mulheres na base, não no poder.

No dia 24 de fevereiro de 1932, as mulheres adquiriram o direito de voto por meio de um decreto presidencial de Getúlio Vargas. Tal conquista não seria possível durante a republica Velha, já que na constituinte de 1891, o voto feminino foi negado, sob a alegação de que seria um estimulo ao fim das famílias.
Ainda no século 19, a Nova Zelândia garantiu o direito do voto feminino, e em 1907, a primeira mulher eleita para o parlamento tomou pose na Finlândia. O Brasil, que foi o ultimo país a eliminar a escravidão, não negou a cidadania ás mulheres. Entretanto, nos dias de hoje, as mulheres não ocupam um espaço merecido na política, pois, um reduzido numero tem obtido um mandato eletivo e poucas podem legislar e executar.
Pode -se dizer que as mulheres apenas conquistaram o direito de escolha, e não o de serem escolhidas. Conhecendo essa realidade, que não é exclusiva do Brasil, a 4º Conferência Internacional da Mulheres, ocorrida em 1995 em Pequim, recomendou medidas e ações para a promoção da igualdade. O sucesso desta ação fez com que houvesse um crescimento político feminino significativo em diversos países. Contudo, no Brasil, a lei nº 9.504/97, que reserva '30%' das vagas para as mulheres, torna-se invalida ao não obrigar os partidos a preencher a lista com candidaturas femininas. É uma reserva vazia!
A mulher continua sendo enxergada pelos partidos políticos como uma formiga, servindo apenas para trabalhar nas bases e não para dividir o poder. No próximo ano, ocorrerá uma candidatura feminina á presidência da Republica, resta apenas saber se será um fato isolado ou se inspirará demais cargos eletivos para que o Brasil deixe a lanterninha do ranking mundial da participação feminina na política.

28 fevereiro, 2009

Mafalda e o mundo

Origem do Carnaval


O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval. O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.O carnaval de rua manteve suas tradições originais naregião Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval.

01 dezembro, 2008

Fatos & Fotos

90 anos da I Guerra



















soldados franceses no front











Crianças, que provavelmente morreram em 20 dias.














alojamentos

24 novembro, 2008

Tirinhas


(click na foto)

23 novembro, 2008

Inconsciência Negra




SELECIONAMOS E ENTREVISTAMOS NESTA ÚLTIMA QUARTA-FEIRA, ALGUNS ALUNOS NEGROS QUE FORAM QUESTIONADOS SOBRE A ORIGEM DO FERIADO DO DIA 20 DE NOVEMBRO. RESULTADO? DE 40 ALUNOS DE ENSINO FUNDAMENTAL, APENAS DOIS E DE 30 DE ENSINO MÉDIO, TRÊS SABIAM. OUTRA PERGUNTA FOI FEITA AOS ENTREVISTADOS:"VOCê SE CONSIDERA NEGRO?" MAIS DA METADE DOS ENTREVISTADOS ALEGOU SER "MORENO" OU "PARDO" E NENHUM SE INTITULOU "NEGRO".QUAL É O MOTIVO DO FERIADO??
POR QUE O NOME "CONSCIÊNCIA NEGRA"??
QUE TIPO DE CONSCIÊNCIA ESTE FERIADO DESPERTOU EM VOCÊ?? OU QUE DIFERENÇA FEZ PARA OS NEGROS QUE NÃO SE ASSUMEM POR MEDO OU PRECONCEITO??
TRATAR DESSA QUESTÃO DELICADA É SEMPRE MUITO DIFÍCIL PORÉM SABEMOS QUE A ÚNICA FORMA DE COMBATER O
PRECONCEITO É DEMOCRATIZANDO O SABER. ASSIM, VEJAMOS DE ONDE VEM A DATA:

O 20 DE NOVEMBRO TRATA DA DATA DO ASSASSINATO DE ZUMBI, EM 1665, O MAIS IMPORTANTE LÍDER DOS QUILOMBOS DE PALMARES, QUE REPRESENTOU A MAIOR E MAIS IMPORTANTE COMUNIDADE DE ESCRAVOS FUGIDOS NAS AMÉRICAS, COM UMA POPULAÇÃO ESTIMADA DE MAIS 30 MIL. EM VÁRIAS SOCIEDADES ESCRAVISTAS NAS AMÉRICAS EXISTIRAM FUGAS DE ESCRAVOS E FORMAÇÃO DE COMUNIDADES COMO OS QUILOMBOS. NA VENEZUELA, FORAM CHAMADOS DE CUMBES, NA COLÔMBIA DE PALANQUES E DE MARRONS NOS EUA E CARIBE. PALMARES DUROU CERCA DE 140 ANOS: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE PALMARES SÃO DE 1585 E HÁ INFORMAÇÕES DE ESCRAVOS FUGIDOS NA SERRA DA BARRIGA ATÉ 1740, OU SEJA BEM DEPOIS DO ASSASSINATO DE ZUMBI. EMBORA TENHAM EXISTIDO TENTATIVAS DE TRATADOS DE PAZ OS ACORDOS FRACASSARAM E PREVALECEU O FUROR DESTRUIDOR DO PODER COLONIAL CONTRA PALMARES.

POR QUE RAZÃO TEMOS DUAS DATAS (13 DE MAIO E 20 DE NOVEMBRO)PARA EVENTOS SIMILARES???

MANDE-NOS SUAS SUGESTÕES!! O MELHOR TEXTO SERÁ PUBLICADO NESTE BLOG, NA SEMANA QUE VEM, COM O NOME DE SEU AUTOR!!! PARTICIPE!!!

22 novembro, 2008

Onde você guarda seu racismo???

Pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo mostrou que grande parte dos brasileiros - 87% - admite que há discriminação racial no país, mas apenas 4% da população se considera racista.

Há racismo sem racistas?














ass: Thais Souza.

O racismo ignorado

O Brasil foi o último país a abolir a escravidão negra, e hoje ele é o maior do mundo em população afrodescendente, fora do continente Africano. Porém nossa sociedade desconhece sua história e sua realidade, afirmando que o preconceito étnico não faz mais parte do cotidiano. E uma prova de que ele ainda existe apresenta-se em nossa pirâmide social.

Das pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza, 70% são negras. Afrodescendentes tem salários menores que brancos. O número de brancos na política, na medicina, no cinema, nas faculdades e em cargos públicos é bem maior que o de negros, sem contar que eles são maioria em presídios e albergues.

Os brasileiros ainda pensam que para existir preconceito racial devem-se haver agressões e insultos, sendo que atualmente ele se mostra em números e estatísticas.

A sociedade deve parar de olhar e supervalorizar o que acontece fora ( o fato do homem mais poderoso do mundo ser negro, não significa que a igualdade racial existe), e preocupar-se com o que ocorre dentro dela. Só assim, o preconceito étnico deixará de ser um empecilho para construir-se uma sociedade igualitária .



Ass: Thais Souza